Com este centro, o museu oceanográfico de Mônaco tem a ambição de poder tratar, cuidar e reabilitar as tartarugas feridas para finalmente libertá-las no mar. Mas tem também um objetivo pedagógico em relação aos visitantes do museu, a fim de sensibilizá-los para a causa das tartarugas e, de forma mais ampla, para a proteção das espécies em perigo e dos oceanos.Há anos o centro oceanográfico recebe tartarugas feridas trazidas pelos serviços do porto de Mônaco ou por navegadores. Porém, sem as estruturas necessárias para acolhê-las e tratá-las, não podem todas sobreviver. Após várias autópsias que revelaram muitos vestígios de plástico, o instituto começou a desenvolver a ideia de um centro de cuidado. « As tartarugas são testemunhas do estado de saúde dos oceanos, explica Olivier Dufourneaud, diretor da política dos oceanos no museu oceanográfico de Mônaco, a cada etapa de sua vida o homem lhes inflige novas provas com a urbanização das costas, a orientação das jovens tartarugas prejudicada pela presença humana, colisões, pesca acessória, poluição… elas resumem sozinhas a relação difícil do homem com o mar. »O museu oceanográfico em obrasO centro de cuidado deverá estar anexado ao museu, de frente para o mar. As obras começaram em 2017 e a abertura está prevista para o primeiro semestre de 2019. O edifício será composto de um espaço de cuidado reservado para o pessoal do centro e poderá acolher até cinco tartarugas. Do lado de fora, um tanque onde as tartarugas em convalescença poderão recuperar forças e músculo estará acessível ao público. Ele será recoberto por um jardim onde os visitantes poderão passear, Olivier Dufourneaud nos promete « um lugar muito agradável e espetacular ».


Uma sensibilização mais amplaAlém do centro de cuidado, o instituto implementou um programa em maior escala para proteger esses animais com a marcação via satélite de vários espécimes, conferências, projetos de colaborações na Polinésia Francesa ou no mar de Sulu, ou ainda apelos para mecenato. O museu também vai criar um jogo de tabuleiro para sensibilizar os mais jovens. Neste jogo, que será lançado no final do ano, cada criança interpretará uma espécie de tartaruga e deverá tentar superar os obstáculos que aparecerão em seu caminho. Para o diretor político dos oceanos « este jogo não é pessimista, vamos privilegiar uma abordagem lúdica e explicativa perfeitamente equilibrada para as crianças pequenas ». A notar também o lançamento de um livro para saber tudo sobre as tartarugas, sua relação com o homem, com o ambiente e os perigos que enfrentam.
O futuro centro deverá acolher as tartarugas feridas na região PACA, mas será mais difícil salvar os muitos indivíduos que encalham a cada ano na Córsega. « É preciso criar algo lá, há grandes áreas por onde as tartarugas passam, é preciso poder tratá-las localmente para evitar longos transportes que poderiam ser prejudiciais » conclui Olivier Dufourneaud.
Margot Harty
Apresentação do projeto de centro de cuidado :
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