Particularmente preocupado com as causas ambientais, o ator-diretor está mobilizado há cerca de vinte anos ao lado da ONG Greenpeace. Passando os verões de sua infância entre Sanary-sur-Mer e Bandol, ele descobriu o prazer de observar os fundos marinhos, explorar e contemplar. Interpretar o papel do Comandante Cousteau no cinema foi para ele uma verdadeira revelação. Primeiro, pela aprendizagem do mergulho e, depois, por meio do verdadeiro encontro com este outro mundo sob a superfície: o oceano.
« Os recifes de coral eram um pouco abstratos para mim. Eram bonitos, mas cientificamente
eu não estava absolutamente a par. Foi realmente graças ao encontro com Serge Planes,
que descobri esse bioma no seu mais belo, mais rico e mais denso. Eu mergulhei com
ele na Polinésia Francesa. Todas as fotografias de Alexis que eu tinha visto, principalmente em
Papeete durante uma exposição, eu as tive diante dos meus olhos de verdade. Quando surgiu a ideia deste
livro, eu disse que sim, é preciso mostrar ao público que os recifes de coral são marcadores assim como
existem marcadores para as doenças dos humanos. São marcadores extremamente
belos e extremamente significativos, que indicam a saúde dos ecossistemas e o ser humano deve
acostumar-se a abrir os olhos para os sinais que eles nos enviam. »
Lambert Wilson