Nascer debaixo d’água: Uma Aventura Aquática

A chegada ao mundo marinho é uma experiência radicalmente diferente dependendo de se é golfinho, peixe ou crustáceo. Todos, quer comecem a vida em estado larval ou numa forma miniatura já desenvolvida, devem enfrentar muitas provas para prosperar plenamente na água. O Nascimento nos Peixes: Uma Questão de Sobrevivência A maioria dos peixes nasce de […]

A chegada ao mundo marinho é uma experiência radicalmente diferente dependendo de se é golfinho, peixe ou crustáceo. Todos, quer comecem a vida em estado larval ou numa forma miniatura já desenvolvida, devem enfrentar muitas provas para prosperar plenamente na água.

Bio (1)
Foto: Dominique Barray

O Nascimento nos Peixes: Uma Questão de Sobrevivência

A maioria dos peixes nasce de um ovócito depositado pela fêmea, fecundado em seguida pelo esperma do macho. O ovo assim criado se desenvolve, às vezes sob a vigilância parental, às vezes entregue às correntes. As espécies pelágicas deixam seus ovos à deriva em mar aberto, sem proteção. A eclosão ocorre quando o oxigênio interno se esgota.

Ictioplâncton: Uma Viagem Arriscada

A larva de peixe, muitas vezes diferente do adulto e submetida a metamorfoses, descobre o oceano sozinha. Essas larvas formam o ictioplâncton, cuja entrada no mundo é perigosa. Predadores (sifonóforos, crustáceos copépodes, peixes planctófagos) são tantos obstáculos a ultrapassar. A transparência e a dispersão oferecem uma proteção limitada: 99% das larvas perecem. Os peixes pelágicos compensam isso depositando um número colossal de ovos. O peixe-lua (Mola mola), por exemplo, pode depositar até 300 milhões de ovos por ano.


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